Dentro dos termos do mercado automobilístico existe o Carro de Repasse, que são carros vendidos por um preço abaixo da tabela Fipe sem garantia nenhuma de motor, caixa ou qualquer outra parte do veículo em questão. A única garantia desse tipo de veículo é a sua documentação. Os veículos de repasse geralmente não passaram por leilões e não tiveram acidentes de perda total.

Ou seja, o carro é repassado do modo em que está para um comprador que o queira, sem revisão mecânica ou estética e por um preço inferior. Geralmente, as lojas de seminovos possuem o compromisso de fazer uma operação de reparo dos veículos que chegam para venda, garantindo uma melhor performance e maior lucro em cima da possível compra.

A forma mais comum de repasse é quando o veículo faz parte de um processo de negociação de um carro 0 km. O comprador vai a uma concessionária, dá seu carro usado de entrada, da forma que ele estiver, e leva outro de acordo com o preço combinado.

Mas existem também os sites especializados em venda de carros de repasse. Provavelmente vão apresentar um argumento afirmando se houve ou não verificação pela empresa, e que eles não possuem garantia. Dessa forma, qualquer problema futuro será responsabilidade do comprador.

 

É seguro comprar um carro de repasse?

 

Existe um amplo debate sobre essa questão. O Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC) afirma que para se estabelecer uma relação de consumo é preciso que a compra seja realizada em uma empresa. Se a compra for feita de forma particular, não existe amparo legal.Entretanto quando identificada essa relação de consumo no âmbito particular, o CDC prevê que o vendedor responda por qualquer defeito que apareça dentro do prazo de 90 dias a partir da compra.

Segundo a lei, o vendedor é obrigado a substituir o produto por outro em perfeitas condições, restituir a quantia paga e atualizada ou dar um abatimento proporcional.

A principal questão dentro deste contexto é que quando alguém compra um carro de repasse, existem cláusulas de observação no contrato de compra e venda, dizendo que a empresa ou pessoa física não se responsabiliza por qualquer defeito posterior, visto que o comprador pagou um valor bem abaixo da tabela.

E essa, é uma prática ilegal, o artigo 51 do CDC diz que “são nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

I – impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos.” Sendo assim, o mais comum de vendas de repasse é para lojas que fazem os reparos e vendem o veículo pelo preço normal.

 

Quando vale a pena comprar um carro de repasse?

 

A segurança de se comprar ou não um veículo de repasse depende, diretamente, da sua intenção de assumir esse risco, que pode ser diminuído por meio de vistorias que demonstrem as exatas condições do veículo. Além de análises de informações sobre a loja ou pessoa.

Outra situação que pode ser válida, é quando você tem a intenção de reparar o veículo. Por exemplo, o Fusca no Brasil. É possível comprar fuscas abaixo do preço de tabela e turbiná-lo aumentando seu valor no mercado de forma drástica, por se tratar de uma peça de coleção.

Então, tudo depende da sua intenção ao adquirir um carro. O importante mesmo é estar ciente de toda a documentação do veículo! Ela precisa estar verificada e em dia. Por meio de uma consulta é possível evitar problemas de documentação e facilitar a contratação de financiamentos e seguros.

Na AutoCredcar você encontra dados cadastrais, restrições e infrações, registros de débito e alienação, veículos com busca e apreensão, com registro de acidentes, sinistrados e vendidos em leilão. Conheça o histórico do veículo antes de comprar: rápido, fácil e online.

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